Sinto falta do passado. Não só por sua causa, mas é que contigo era mais fácil sorrir sem falsidade.
Sinto falta da facilidade que era acordar e ter a perspectiva de um dia bom estar vindo pela frente, de que tudo neste dia daria certo e de que eu teria, apesar de tudo, muitos motivos para me levantar de cada tombo e caminhar novamente.
Sei que nunca dei exatamente o valor que deveria ter dado a esta época, mas como eu saberia que perderia tudo assim tão rápido e tão facilmente? Como podia eu saber que um dia me faltariam o que sempre tinha sido para mim o básico da vida?
Inocente. É eu sei, tudo tem um fim, mas lá no passado, o horizonte da minha felicidade, por mais discreta e desvalorizada que ela fosse, parecia sem fim. Desde que eu tivesse quem eu amava ao meu lado, sentisse por todos aqueles tudo que sentia, tudo estaria bem pois ainda haveria por o que correr atrás, por o que se levantar novamente.
Mal sabia eu que nada mais eu teria para me fazer levantar em tão pouco tempo. Mal sabia eu que teria que levantar mesmo sem os meus por quês. E mesmo com algumas das pessoas importantes ao meu lado, às vezes sei que essas não são suficientes, pois não são os pilares que eu necessito para permanecer de pé.
Eu amaria dizer que ainda vejo o futuro com esperança. Eu amaria terminar esse texto dizendo que sigo em frente por que acredito em mim, por que me amo mais que tudo isso ou que acredito na vida, em um destino pré-traçado, mas a verdade é que eu desacredito no meu futuro, em mim mesma e em tudo que me acontece.
Sabe, quando tudo parece desmoronar em sua cabeça, quando se perde o chão, quando a vida puxa seu tapete e você não tem onde se escorar, se proteger, você perde todas as forças e principalmente a vontade de lutar pois se pergunta: Para que continuar? Para que tanto esforço?
Estou cansada. Física, mental e sentimentalmente...
Queria apenas deitar e dormir para sempre. Não sei onde li isso, mas um dia me deparei com um texto que se perguntava "Mas, e deitar e dormir para sempre não seria o mesmo que desejar sua morte?". Pois, sinceramente? Eu acredito que sim. Eu gostaria que sim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário